sábado, 2 de outubro de 2010

Complexa distorção


Olho-me no espelho e já não sei distinguir quem sou. Não há um inteiro, só vejo pedaços. Dos meus olhos saem lágrimas de tristeza, da minha boca um sorriso escuro que ninguém consegue enxergar a realidade, dos ouvidos entra palavras confusas, no meu peito um coração perturbado, dos meus pés passos para o acaso.
Uma completa confusão onde me perco. Minha cabeça não suporta mais tantos desentendimentos, ela já não consegue distinguir o certo do errado, o bom do ruim. Apenas segue os comandos de cada órgão. Mas esses comandos se misturam e daí em diante a confusão está formada. Preciso de uma sincronia imediata.
Os pedaços tem que formar um todo e só assim conseguirei enxergar novamente quem sou e poderei viver com o brilho nos olhos, gargalhadas na boca, músicas nos ouvidos, batimentos no coração e uma trilha para uma saída concreta. Preciso de ajustes.

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