quinta-feira, 8 de julho de 2010

Só assim sinto você bem perto de mim, outra vez


Já imagino um sorriso estampado em teu rosto quando soube que iria ser pai. Ainda mais quando me tomou em teus braços. Uma vida cheia de teus carinhos e abraços.
Lembro-me bem quando você me colocava no colo para que eu tivesse o prazer de dirigir contigo até a esquina da rua e depois com o cabelo cheio de marias chiquinhas voltava correndo para casa.
Ao dobrar a esquina quando ia chegando em casa, te avistava na rua a me esperar... Eu largava tudo e corria ao teu encontro.
É inevitável esquecer-se das angustias. SIM, elas existiram. Fins de semana as vezes tão tortuosos.
E há quase 8 anos não te tenho ao meu lado. Sem poder te chamar de CÁCÁ e ouvir: minha FIFITINHA. Olhar pra janela e não te escutar falando: “Cadê a flor do meu jardim?”. Dias dos pais sem ter alguém pra dizer: “FELIZ DIA DOS PAIS!!!”. Sem ter ninguém para me levar ao altar. E por incrível que pareça... Até dos teus roncos eu sinto falta.
Encontrar-te só nos sonhos, sem poder te tocar. É duro, é triste, doe, machuca, fere sabia!! ?
Pai, Painha, Cácá, hoje você se tornou minha saudade, minha lembrança, minha vida com vazios e meu eterno caso de AMOR.