Já imagino um sorriso estampado em teu rosto quando soube que iria ser pai. Ainda mais quando me tomou em teus braços. Uma vida cheia de teus carinhos e abraços.
Lembro-me bem quando você me colocava no colo para que eu tivesse o prazer de dirigir contigo até a esquina da rua e depois com o cabelo cheio de marias chiquinhas voltava correndo para casa.
Ao dobrar a esquina quando ia chegando em casa, te avistava na rua a me esperar... Eu largava tudo e corria ao teu encontro.
É inevitável esquecer-se das angustias. SIM, elas existiram. Fins de semana as vezes tão tortuosos.
E há quase 8 anos não te tenho ao meu lado. Sem poder te chamar de CÁCÁ e ouvir: minha FIFITINHA. Olhar pra janela e não te escutar falando: “Cadê a flor do meu jardim?”. Dias dos pais sem ter alguém pra dizer: “FELIZ DIA DOS PAIS!!!”. Sem ter ninguém para me levar ao altar. E por incrível que pareça... Até dos teus roncos eu sinto falta.
Encontrar-te só nos sonhos, sem poder te tocar. É duro, é triste, doe, machuca, fere sabia!! ?
Pai, Painha, Cácá, hoje você se tornou minha saudade, minha lembrança, minha vida com vazios e meu eterno caso de AMOR.