terça-feira, 5 de junho de 2012

Zé ninguém

“Mulher não desiste, se cansa". Cansei de tentar nos reciclar. Te troquei por novas músicas, novos livros, novos lugares, novos perfumes, novos gostos, novas pessoas, novas histórias. E preciso te dizer que gostei, até amei. Essa leveza há tempos não sentia! Tinha esquecido como é bom terminar o dia com um sorriso nos lábios pelo simples fato de ter acordado naquela manhã. Bem diferente das noites que dormi chorando e pedindo para o dia nem ter começado. Se sua intenção era me deixar desconfiada de tudo que viesse no futuro, posso dizer que você QUASE conseguiu. Eu deveria estar acostumada, afinal essa palavra regou nossa história. Foi uma quase amizade, um quase romance, um quase amor, uma quase verdade... Mas ao contrário do que você pretendia, continuo a mesma mulher que você não teve coragem de desvendar! Sou complexa, sou mistura, sou segura. Boba, mas não burra. Ingênua, mas não santa. Meu coração meigo vem acompanhado de um pavio curto. Arrebento, estouro, enlouqueço. Sorriso simples. Choro fácil. Amo demais, quero demais, sofro demais... Peco pela intensidade. E aprendi a me amar assim, pecadora pelo excesso de vontade de viver!! Nos seus “quase” era de se esperar que não houvesse nada duradouro com uma pessoa tão inteira não é? E se inteira sou, inteira continuarei sendo. Não se engane, eu não deixei pedaços quando passei por você! Quando me perguntam se sinto saudade, respondo que tenho me acostumado com você longe e esquecido. Rotina não me brilha os olhos. E foi isso que você se tornou: uma rotina inexistente!!