
Conto de fadas sem “Era uma vez...”, talvez por não terminar com “Felizes para sempre”. Mas ainda assim, foi um conto de fadas.
Eu amava uma pessoa como nunca amei ninguém. Porém a via com um sorriso iluminado por está ao lado de seu amor incomparável. Ao ver tais cenas de gargalhadas amorosas, resolvi esquecê-lo sem nunca esquecer, afinal foi meu primeiro amor, e não amar tanto outro alguém.
Por mais que planejemos qualquer coisa nessa vida, tudo muda em instantes.
Por volta do mês de abril, maio, algo diferente aconteceu. Ao atravessar a avenida, deparei-me com um abraço apertado e um cheiro diferente. Era Outono. Gosto de cacau, cheiro daquele menino e um tun tun tun no coração. Ainda não tinha uma conclusão, mas os sintomas já estavam todos na cara. Foi inesperado e inexplicável.
O tempo passou, e um grande baile na cidade aconteceu. Todos a espera da luz da festa, mas para mim o que interessava era aquele garoto. E ele surgiu. Dançamos. Porém eu saí correndo sem esquecer a sandália de salto.
O inverno tinha começado, mas eu não sentia frio. Pelo contrário, toda vez que o encontrava minhas mãos suavam, meu corpo suava. Estava mais que decidido: Eu havia amado outro alguém! Um pouco menos, mas havia amado.
Semanas de planejamentos para o “Eu te amo” e por um segundo tudo mudou, nada aconteceu como o combinado. Mas aconteceu. Não foi em um mundo encantado, mas eu me senti em um livro, escrevendo minha própria história.
Éramos dois. Na verdade, não éramos. Eu era uma e ele um, na tentativa de sermos dois. Porém, ao som das doze badaladas, ele continuou a ser um e eu me fiz meia.
Eu tinha um sonho: “Que eu amo, que se amem, que me amem”. Eu amei sem nunca saber o que é amar, no entanto realizar um sonho pela metade é não ter realizado-o. Fui feliz enquanto o sonho durou, até ter a certeza que não seria concluído. Agora é hora de colocar os pés no chão.
oxi, que história! ain ain...
ResponderExcluiradorei menina, adorei tudo por aqui...
Abraço