quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É bem maior que o suportável


É tudo muito grande. Tudo muito pesado e confuso. Eu tentei. Mais que isso. Eu tentei, tentei e tentei. Tentei abraçar o mundo com esses dois braços tão pequenos. Desisti. Eu não consigo.
A vontade era tão grande de agarrar todos os problemas do mundo, talvez por querer esquecer os meus próprios. Não conseguia ver as coisas acontecendo, retrocedendo, e ficar ali, de braços cruzados. O desejo de arrumar tudo, resolver tudo, era bem maior.
Me doei. Arregacei as mangas, estiquei até o último ponto meus braços, procurei fazer o possível e o impossível para segurar esse mundo, para resolver esse questionário da vida que tem apenas uma pergunta – Por que comigo?, e uma infinitude de respostas.
Talvez seja uma falha, talvez apenas um desejo, ou mesmo esperança. Esperança de algum retorno, de alguma ajuda, de reciprocidade. Espero a mesma preocupação, o mesmo desejo de solução. Mas quando se objetiva uma coisa sozinha, é muito mais difícil. Um só pensamento além, uma só força, uma só garra, uma só vontade, ninguém aguenta. Não aguentei.
As pessoas poderiam estar até preocupadas, cada um demonstra sua preocupação de uma forma, eu posso não ter percebido. Julguei. Julgaram-me. É o ciclo da vida: Nascer, crescer, julgar, e só assim, amadurecer. Acho que amadureci.
Novamente tentei e tento. Tento agora aceitar, invés de arrumar soluções, e deixar que lutem com seus próprios braços por seus próprios objetivos. Resolvi apenas agradecer, correr atrás do que é meu e me preocupar com meus probelmas.

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