quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aos olhos de quem vê


Brinquedo aos olhos das crianças, artefato aos teus olhos, lembranças a meu ver.
Plástico, porcelana, vidro, tecido, grande, pequena, meio termo. Ela falava 100 frases, andava, chorava e sorria. Já foi meu brinquedo favorito, já foi coisa do passado, pois eu tinha se tornado gente grande. Hoje é minha infância, meu sorriso, minhas lembranças.
Aquela menina que queria roupinha igual a da sua boneca, que se dizia ser mãe dela onde na verdade se confundia com a tal. Hoje olha para ela vê seus sonhos se tornando realidade, percebe que cresceu, que não tem mais sentido dá chupeta e colinho aquele brinquedo.
Hoje ela se tornou reflexo de suas atitudes, o fogo de suas paixões, o suspiro dos seus amores, a esperança dos seus desejos, a determinação das suas buscas, a espera das angustias, as lágrimas dos seus sofrimentos, a construção dos seus sonhos, o carinho da sua família, a vitória das suas conquistas, o orgulho de ter chegado aonde chegou e a satisfação de ser quem é.
E sua boneca se tornou uma relíquia que será passada de geração a geração, mas que sempre será SUA boneca, seu passado mais feliz.

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